Câncer de Intestino

No ser humano o intestino é dividido em duas partes: intestino delgado e grosso. Os tumores de intestino delgado são muito raros. Quando alguém fala sobre câncer de intestino geralmente se refere aos tumores que atingem o intestino grosso, que é dividido em Cólon e Reto. A maioria desses tumores é de um tipo chamado Carcinoma e se origina na mucosa, que é a camada mais interna do intestino. Com o passar do tempo esses tumores crescem, ocupam todas as camadas do intestino e atingem a circulação sanguínea, espalhando-se para outros órgãos como fígado e pulmões. É um processo lento e, muitas vezes, o paciente não apresenta sintomas, até a doença estar em estágio avançado.

As causas da doença podem estar relacionadas com a genética ou com os hábitos de vida do paciente. Os sintomas variam, dependendo da parte do intestino que foi atingida pelo câncer. Um dos sintomas mais comuns é o sangramento durante as evacuações. Porém, o sangramento pode também estar associado à uma mudança do hábito intestinal, ou seja, o paciente a partir de um momento passa a apresentar maior dificuldade para evacuar ou começa a ter fezes diarréicas e, pode ser até um quadro de hemorróidas. Por isso, o sangramento precisa ser investigado e deve-se consultar o médico especialista. Outro sinal bastante freqüente de câncer no intestino é a dor na região do abdome ou mesmo no ânus.

Em alguns casos, o tumor é silencioso e apenas um quadro de anemia e emagrecimento é observado. Isso ocorre geralmente no câncer do lado direito do Cólon e, por isso, mesmo são os que demoram mais para ser diagnosticados.

Foram realizados diversos estudos populacionais que relacionaram o câncer de intestino (Cólon e Reto) a certos hábitos alimentares. Uma dieta rica em gorduras e proteínas e pobre em fibras vegetais está associada a um maior risco de desenvolver a doença. Existem estudos que associam especificamente a ingestão de carne vermelha e carnes processadas a este tipo de doença. O álcool e o cigarro também contribuem para a formação desses tumores, como mostram outros estudos populacionais.

O câncer de intestino grosso é uma doença característica do idoso, sendo que a maioria dos diagnósticos é feita na sétima década da vida, porém pode aparecer em qualquer idade (5% ocorrem abaixo do 40 anos de idade). Existem fatores genéticos associados a esta doença. O risco de desenvolver a doença aumenta se algum parente de primeiro grau já foi diagnosticado e pode ser ainda maior se a idade desse parente for menor que 45 anos. Nos casos em que há histórico familiar da doença, a investigação médica deve ser mais rigorosa.

O enema opaco é um método radiográfico em que se observa o Colon após a aplicação de contraste no intestino. Este método é pouco realizado para o diagnóstico de tumores de intestino, já que só observa lesões maiores e não permite a realização de biópsias.

A Colonoscopia é o exame de maior sensibilidade e especificidade e o mais utilizado para o diagnóstico de câncer de colon. Se durante o procedimento o médico encontra uma lesão, o mesmo realiza uma biópsia, que e´ a retirada de um pequeno fragmento do tecido.

No câncer de reto o diagnóstico pode ser feito no consultório, por meio do exame proctológico que consiste no toque retal e na retossigmoidoscopia que é o exame da parte mais baixa do intestino.

O rastreamento tem como objetivo selecionar indivi´duos, que embora assintoma´ticos, devem submeter-se a me´todos diagno´stico mais especi´ficos para a detecção desta doença, levando a diminuição da incidência e mortalidade pelo câncer. É feito através da realizaca~o anual da pesquisa de sangue oculto nas fezes, seguida pela colonoscopia ou retossigmoidoscopia nos indivi´duos com resultado positivo. As evidencias cienti´ficas ate´ o momento apontam para o ini´cio do rastreamento para o câncer do intestino com pesquisa de sangue oculto nas fezes a partir dos 50 anos de idade.

O tratamento do câncer de intestino pode ser feito de diferentes maneiras, dependendo do estágio da doença. Para doença localizada, o tratamento principal é a cirurgia. Tratamento adicional com quimioterapia, radioterapia ou tratamento alvo-dirigido (dirigido a genes ou proteínas defeituosas que contribuem para o desenvolvimento do tumor) podem ser indicados para diminuir o risco do câncer retornar ou para tratar as metástases.

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